Grupo Contém encerra Agosto Lilás com palestra sobre prevenção e enfrentamento à violência contra a mulherNotícia

Grupo Contém encerra Agosto Lilás com palestra sobre prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher

31/08/2026 16:37:59

*Atualizado em: 31/08/2026 16:38:31

O Grupo Contém encerrou o mês de agosto com uma palestra voltada à conscientização sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher, realizada para seus colaboradores e conduzida pela Dra. Juliana Joaquim. A iniciativa integrou as ações do Agosto Lilás, campanha nacional dedicada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, e promoveu um momento de informação, reflexão e orientação sobre como reconhecer situações de violência, buscar ajuda e oferecer apoio a quem precisa.

Durante o encontro, foram abordadas diferentes formas de violência que podem ocorrer no ambiente doméstico e familiar. Além da violência física, situações de violência psicológica, sexual, patrimonial e moral também fazem parte desse cenário e podem se manifestar por meio de ameaças, humilhações, controle financeiro, isolamento, constrangimentos, chantagens e outras formas de controle. A legislação brasileira também passou a reconhecer, em 2026, a violência vicária, caracterizada por atos praticados contra filhos, familiares ou pessoas próximas com o objetivo de atingir a mulher.

A importância de ampliar esse conhecimento está diretamente relacionada à realidade enfrentada pelas mulheres no país. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgados em maio deste ano, o Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026, o equivalente a uma mulher morta a cada cinco horas. O número representou o primeiro trimestre mais letal da série histórica iniciada em 2015.

Nesse contexto, o Agosto Lilás representa mais do que uma campanha de conscientização, o período busca ampliar o debate sobre a prevenção e o enfrentamento à violência contra as mulheres, além de disseminar informações sobre direitos, medidas de proteção e os serviços disponíveis para atendimento. Em 2026, a reflexão ganhou um significado especial com os 20 anos da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006 e considerada um dos principais marcos legais brasileiros no enfrentamento à violência doméstica e familiar.

A palestra também destacou a importância de saber onde procurar ajuda. A Central de Atendimento à Mulher oferece orientação sobre direitos, serviços especializados e formas de proteção, além de registrar e encaminhar denúncias aos órgãos competentes. O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia e pode ser acessado pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180 ou pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.

Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. A rede de proteção também inclui delegacias especializadas, centros de referência, Defensoria Pública, Ministério Público, unidades de saúde e outros serviços que podem oferecer acolhimento, orientação e encaminhamento de acordo com cada situação.

Mais do que identificar uma situação de violência, saber como agir diante dela também é uma forma de contribuir para a proteção de quem precisa. Ouvir sem julgamentos, respeitar o tempo e as decisões da mulher, oferecer informações sobre os canais de atendimento e, quando necessário, buscar orientação especializada são atitudes que podem fazer parte de uma rede de apoio.

Para o Grupo Contém, levar essa discussão para o ambiente corporativo representa uma oportunidade de ampliar o conhecimento e estimular uma cultura baseada no respeito, na escuta e no acolhimento. A conscientização sobre a violência contra a mulher não se limita ao mês de agosto e envolve a participação de toda a sociedade na construção de relações e espaços mais seguros.

Ao encerrar o Agosto Lilás, a palestra reforça que informação também é uma ferramenta de proteção. Conhecer os diferentes tipos de violência, reconhecer sinais e saber onde buscar ajuda são passos importantes para romper ciclos de violência e fortalecer a rede de apoio às mulheres.

 

Fontes:
https://www.gov.br/mulheres/pt-br

https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/05/05/brasil-registra-um-feminicidio-a-cada-5-horas-e-25-minutos-no-1o-trimestre.ghtml

https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil/brasil-tem-1-trimestre-mais-letal-da-historia-para-mulheres-em-2026/

https://agostolilas.com.br/

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